Um degrau chamado desafio e o superpoder chamado coragem
Quando eu era mais nova, entre os 15 e 16 anos, tive a primeira oportunidade de emprego. Era uma vaga para instrutor de inglês. Fiquei tão feliz com a proposta que não pensei duas vezes e logo aceitei o desafio.
Passei por um processo de treinamento antes de assumir a minha primeira turma. Comecei com aulas de plantão de dúvidas, aulas extras, reforço, aplicação de provas e aulas individuais. Esse período foi de grande valia para a etapa que viria logo em seguida. É importante ressaltar que nessa época eu quase nem falava! Minha voz era inaudível e minha timidez era um problema! Tudo isso foi trabalhado para que eu pudesse interagir em sala de aula. No entanto, apesar de todas as orientações e da linda teoria, descobri que isso só seria superado na prática! Quanto mais eu orava a Deus para me ajudar a perder a timidez, mais situações apareciam. Queria que algo sobrenatural me fizesse uma pessoa mais comunicativa. Na verdade, eu estava esperando uma aranha de laboratório me picar e me dar a supercoragem! Ou melhor, cair no lixo tóxico e virar a superEryka! Brincadeiras à parte. Realmente não seria como nas histórias em quadrinhos de origem americana, mas foi como nos desenhos orientais (mangás) onde os discípulos precisam treinar e praticar diariamente, até ficarem tão bons quanto seus mestres. Tive apenas que trabalhar duro como todas as pessoas que conquistaram alguma coisa na vida e ter coragem para encarar o desafio, ou seja, foi na raça! Sentia-me como Davi enfrentando Golias!
Consegui ministrar a primeira aula foi uma grande conquista, pois falar em público era algo complexo demais para mim. Até hoje, ainda me embaralho com as palavras, mas a vergonha já não é um problema tão grande quanto antes.
Pensei em desistir várias vezes. O que me ajudou a permanecer foi a fé em Deus e os encorajamentos tanto dos meus familiares quanto dos meus gestores. Eu não queria fazer feio na frente dos alunos e precisava conquistar a confiança deles.
Foi aí que comecei a elaborar estratégias de ensino. Comecei a inventar jogos de palavras, dobraduras, dinâmicas, trazer vocabulários específicos das áreas de atuação dos educandos, bilhetes de encorajamento para os alunos com dificuldades e até exercícios físicos nós fazíamos quando o sono batia! Precisava conhecer o perfil do corpo discente para então preparar aulas com significados. O cansaço físico de um longo dia de trabalho, cheio de problemas, trânsito e às vezes enchentes, a correria diária, tudo isso afetava a concentração e a compreensão dos alunos. Por isso me preocupava em realizar aulas dinâmicas e motivacionais. Tudo isso era mesclado no planejamento das aulas. As coisas começaram a fluir de forma pragmática!
Foi um Golias e tanto, mas graças a Deus esse degrau eu superei. Qual será o próximo?
Eryka A. Ishida – @aluna do curso de MBA em Recursos Humanos do INPG e redatora do Blog Eryka Ishida
Este post foi publicado na Revista Literatura






Legal Eca!!!Adorei o texto e sinto orgulho de tê-la como vizinha e amiga!! Parabéns!!!
Um Beijo!!
Obrigada, Adriano ^_^