NRF e os aprendizados para o mercado feminino

Aconteceu em janeiro a maior feira de varejo do mundo – a NRF (National Retail Federation 2012) em Nova York – Estados Unidos.

Antes de mencionar quais foram as tendências que podemos aplicar para o mercado feminino, gostaria de ressaltar alguns fatos interessantes e animadores para o Brasil. São eles:

  • Mais de 4 mil brasileiros participaram da Feira neste ano (em um total de 30 mil participantes);
  •  O Brasil foi citado pelo Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, como a maior potência do futuro entre os emergentes;
  • Três grandes cases brasileiros foram apresentados na NRF por seus representantes: Riachuelo (foco na mulher da classe C), Pão de Açúcar (como a empresa já atende o consumidor do “futuro” de forma multicanal e digital) e Magazine Luiza (a convergência e a eficiência do Social Commerce para a empresa).

Nada mal começar o ano com holofotes apontados para o nosso país e ser representado por grandes cases de empresas consolidadas nacionalmente.

Apesar de grande parte das tendências levantadas não serem novas para o mercado, o fato é que a aplicação delas no dia a dia do varejo ainda não acontece.

O foco da maioria das apresentações e discussões girou em torno do digital alinhado com a presença de loja (experiência).

E para acompanhar este consumidor multicanal, é preciso entender profundamente seu comportamento no ato da compra e consumo.

Quando levamos isto para o mercado feminino fica evidente que não dá mais para segmentar este público baseado em antigos estereótipos. Assim também como não é possível seguir à risca a segmentação por muito tempo, pois elas estão cada vez mais mutantes e dinâmicas.

Quem diria a algumas décadas atrás que hoje as mulheres sairiam de seus trabalhos e no caminho para casa, ainda na estação do metrô, já pudessem fazer suas compras por meio de QR Code em uma “vitrine” (painel visual) de produtos?

Na Coréia do Sul isto já é possível. Embora no Brasil a internet ainda não pegue nos metrôs, poderá ser uma realidade não tão distante.

A estratégia aqui é pensar o que motiva as pessoas a comprarem, quais são seus hábitos e atitudes diariamente.

Uma verdade seja dita: as mulheres apesar de estarem mais participativas no mercado de trabalho, ainda são a maioria quando se fala de responsabilidades domésticas. Portanto, quanto mais houver a possibilidade de otimizar o tempo delas, mais gratificante se tornará a experiência com a marca.

Mas o que as empresas de diferentes segmentos podem fazer para entender esta compradora e consumidora de hoje?

A Coca –Cola, apesar de não ter uma ferramenta exclusiva focada na mulher apresentou um case muito interessante sobre o tema shopper.

Segundo a companhia o caminho é planejar experiências nas lojas que ofereçam o que as pessoas precisam ou estão realmente procurando. É estar com o produto certo na hora certa e pensar no desejo do comprador e como a pessoa se comporta quando está consumindo as suas bebidas. Parece fácil, não é mesmo? Até seria se os consumidores tivessem os mesmos hábitos e atitudes.

Na Coca-Cola, eles contam com equipes para analisar as macrotendências, os canais, o varejo, o público alvo, a estratégia da categoria, os motivadores da compra e o comportamento da compra, sendo estes dois últimos considerados como os mais importantes.

É fundamental entender as rotinas de compra dos públicos-alvo, estudar não só a situação da compra, como também a de consumo, para que no final os produtos, o visual merchandising e a comunicação sejam diferenciados e influenciem na ocasião da compra.

A empresa que souber fazer o shopper e consumer marketing entregará a solução certa, no canal certo e na hora certa.

Cinthia Almeida – @redatora do INPG BLOG e Diretora da Consultoria de Marketing Feminino – Delas! Mkt

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