Não se oponha, nem se exponha
Há assuntos controvertidos, baseados em meras opiniões (informadas ou não), com alto envolvimento emocional. Exemplo, o Movimento dos Sem Terra, a administração do governador X ou Y, horóscopo e existência de discos voadores, só para citar alguns exemplos. Daí, você está sentado defronte a um empresário que pode vir a ser seu patrão – e você tem alto interesse em trabalhar na empresa dele. Então ele diz: “Minha antiga diretoria financeira acreditava bastante em horóscopo, o que você acha disso?”. Opor-se à crença da antiga diretora pode ser opor-se á crença do empresário… nunca se sabe. Apoiar pode ser defender algo que ele detesta.O que fazer? Saia pela tangente, sem desrespeitar ninguém por suas crenças, mas sem se comprometer com nenhum corpo de conhecimento que você não aceita. Você pode dizer, por exemplo: “Meu modo de pensar é muito orientado pela ciência, pelo ceticismo da ciência, e por isso mesmo não aprovo nem rejeito algo que não estudei, como é o caso da astrologia, algo que nunca despertou meu interesse”. A partir daí, provavelmente o empresário poderá expor os pontos de vista dele, os quais você não precisa negar ou aprovar para manter um bom diálogo.
José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG
“Não se oponha, nem se exponha” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa






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