Marketing Esportivo: O que aprendemos com o Santos e o Corinthians em 2011?
Escrevo estas linhas enquanto 1.200 fanáticos se aglomeram no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, para saudar os craques do Santos que partem para o Japão, onde disputam o Mundial de Clubes da FIFA, a partir do próximo dia 14.
A festa é bonita, sem violência e os próprios torcedores ajudam a organizar um esquema de segurança para a passagem dos jogadores.
A emoção e a felicidade dos santistas têm origem em uma filosofia de gestão. E pode ensinar muito a empreendedores e executivos.
Primeiramente, a administração do Alvinegro da Vila compreendeu o “core” de seu negócio.
Como disse o presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, a meta tem sido criar e manter bons times e, assim, proporcionar alegria e satisfação à torcida. Sábias palavras!
Equivocadamente, muitos cartolas acreditam hoje que o objetivo do futebol é basicamente fazer dinheiro, para o clube ou para eles mesmos.
Ora, sem dúvida, é fundamental que tenhamos estruturas profissionais de gestão no futebol. É certo também que os administradores precisam realizar bons negócios e gerar receitas, seja com licenciamentos, seja com quotas de TV, seja com a venda de ingressos.
Essa riqueza gerada, no entanto, precisa ser reinvestida no próprio clube, no esporte, a fim de gerar resultados que satisfaçam os donos do empreendimento, tanto os associados quanto os torcedores comuns.
Nos últimos anos, o Santos apostou nesse modelo de gestão. Estabeleceu parcerias comerciais, viabilizou a permanência de bons jogadores, como Neymar e Paulo Henrique Ganso, e, assim, conquistou vários títulos, entre eles a Libertadores da América de 2011.
Vale lembrar que essas façanhas renderam inúmeros novos “clientes” seguidores ao Santos. Principalmente entre as crianças e os adolescentes, foram muitos os que aderiram à marca Santos Futebol Clube.
Analisar o caso santista pode, portanto, render conhecimento vivo aos empreendedores e gestores do Brasil.
Para que não me acusem de restringir a análise ao meu time do coração, gostaria de citar também o caso do Corinthians, que conquistou o título Brasileiro no domingo.
Dos alvinegros do planalto, podemos aprender três lições:
- Executivos precisam de tempo para estudar a realidade, traçar planos e implementar projetos. Todos almejamos resultados, mas eles somente aparecem quando os gestores têm tranquilidade para trabalhar. O clube de Parque São Jorge acertou ao manter o técnico Tite, um profissional que teve respaldo para levar adiante o projeto de conquista do título nacional.
- Um grupo disciplinado, solidário e engajado é muitas vezes mais produtivo do que uma equipe de gênios e talentos que rejeitam o trabalho em equipe. O técnico Tite soube criar um grupo coeso em que muitas estrelas não reclamavam da reserva. Quando entravam em campo, davam conta do recado.
- O clube redescobriu sua vocação, de porta-voz das causas sociais. Nesse ponto, o marketing acertou ao liderar campanhas como aquela em defesa da Lei Maria da Penha, da prevenção do diabetes e da sustentabilidade, em que cada façanha rendeu centenas de árvores plantadas.
Por fim, é preciso lembrar o que o Doutor Sócrates Brasileiro dizia sobre o futebol. Para ele, era muito mais do que um jogo. Era um laboratório dinâmico da sociedade, no qual podíamos testar soluções para os problemas humanos.
Ele, que nos deu a honra de vestir a camisa do Santos, já no final da carreira, acertou mais uma vez. O futebol pode e deve servir como reduto educativo para empreendedores e gestores, tanto no setor público quanto no setor privado.
Fecho este texto com um “muito obrigado” ao Magrão, que foi santista na infância e, depois, corinthiano, invertendo o caminho de Pelé. Como ele dizia, o futebol era uma fábrica de alegrias, um meio de educar as novas gerações e, sobretudo, um exercício civilizatório, capaz de gerar compreensão e entendimento.
Suas lições de coerência e dedicação ficarão para sempre em nossa memória. Pois a teoria, na prática, sempre funciona!
Prof. Carlos Júlio – Palestrante, empresário, escritor e professor do INPG Business School
@redator do INPG BLOG
Este post foi publicado no site do Prof. Carlos Júlio em 6/12/2011






PREZADO PROF. JÚLIO:
PARABÉNS PELO TEXTO EM PAUTA, TENDO EM VISTA QUE ESTE NOVO TEMPO EXIGE QUALIFICAÇÃO ACADÊMICA E COMPETÊNCIA PROFISSIONAL EM TODAS AS ÁREAS, ASSIM, O MARKETING ESPORTIVO POR MEIO DAS AÇÕES PATROCINADAS PELOS CLUBES, EM ESPECIAL OS TIMES CITATOS NO ARTIGO, DEMONSTRAM A IMPORTÃNCIA DO MESMO PARA O ESPORTE/FUTEBOL/TORCIDA/PATROCINADORES.
CARO PROFESSOR
NA TEORIA ESTA CORRETISSIMO O PENSAMENTO, POREM, EM UM PAIS CORRUPTO COMO O NOSSO, EM QUE TEMOS DIRIGENTES DA PIOR ESPECIE, DEVEMOS LEMBRAR QUE O CORINTHIANS ACERTOU SIM EM MANTER O TECNICO TITE, MAS DEVEMOS EXPLICAR TAMBEM QUE TALVEZ O PESO MAIOR FOI JOGO DE INTERESSES:
PRESIDENTE DA CBF – RICARDO TEIXEIRA (VARIOS PROCESSOS)
ANDRE SANCHES PRESIDENTE CORINTHIANS (GANHOU ESTADIO, TITULO, CARGO CBF)
COPA DO MUNDO NO BRASIL ONDE ALGUNS SERAO BENEFICIADOS,
ETC. ETC. ETC.
NAO DA PARA ACREDITAR MAIS EM NADA NESSE PAIS, NAO PODEMOS ENSINAR AOS ALUNOS COM UMA VENDA NOS OLHOS.
LUIS CARLOS