Como a gestão de pequenos projetos podem evitar grandes problemas?
Quando falamos com profissionais de administração, normalmente topamos com um desejo: gerir o máximo!
Os jovens, em especial, sonham em tomar conta de grandes coisas. Pretendem liderar grandes projetos.
É natural na cultura vigente. Afinal, os exemplos mais difundidos de empreendedores e gestores oferecem imagens de grandeza.
Na área do management, os professores falam preferencialmente de personalidades como Henry Ford, de Akio Morita, de Bill Gates e de Steve Jobs.
Não há nenhum pecado em utilizar essas biografias para analisar modelos e estilos de gestão.
Afinal, são figuras revolucionárias, que foram capazes de transformar o mundo e também o nosso modo de pensar.
Hoje, no entanto, a exigência da sustentabilidade tende a valorizar também o gestor de pequenas coisas, de mínimos projetos.
Se o planeta está todo conectado, se todas as atividades estão interligadas, cada iniciativa é relevante para a conta final.
O Brasil, por exemplo, enfrenta um novo problema ambiental na Bacia de Campos, com um grande vazamento de óleo no mar.
Aí, fica a pergunta: quem falhou? Outras indagações emergem do debate, entre elas: foram tomadas realmente todas as medidas de segurança para se evitar o acidente?
Em ocorrências como esta, há sempre uma ausência, uma falha na chamada pequena gestão, naquela que lida com processos e rotinas.
Uma pequena checagem negligenciada gera, nesses casos, um grande prejuízo, tanto para a corporação quanto para a sociedade.
Altos executivos normalmente se destacam quando executam grandes projetos, quando desenvolvem complexas estratégias que turbinam os negócios de suas corporações.
No entanto, deveriam ser valorizados também quando cuidam de detalhes, quando são responsáveis pelo pequeno, quando olham com lupa para a cadeia de produção.
Recentemente, o Corpo de Bombeiros resgatou um lobo guará no Triângulo Mineiro. Levado ao Hospital Veterinário de Uberaba, diagnosticou-se uma fratura já cicatrizada.
O trauma fora gerado, provavelmente, por um atropelamento. Com dificuldade para se locomover, o lobo parou de caçar. Definhou, até não conseguir mais se levantar.
Os especialistas, então, decidiram instalar uma prótese ortopédica no tornozelo da pata esquerda. Temiam, no entanto, que ele a rejeitasse.
Para surpresa geral, o lobo, batizado de “Fiel”, acordou e reagiu positivamente à implantação da peça. Hoje, se recupera no Setor de Quarentena do Zoológico de Uberaba.
Nos comentários de leitores dos jornais, há quem diga que isso é pouco, que não resolve, que não adianta salvar apenas um representante da fauna nativa.
Esquecem-se de que a pequena gestão, quando responsável e bem feita, tende a afetar os grandes processos.
Pequenas proezas produzem efeitos multiplicadores, principalmente quando são valorizadas pelos grandes gestores, pelos educadores e pela mídia.
Gerir o mínimo sempre vale a pena. São estes pequenos atos somados que vão transformar a consciência humana.
Gerir o mínimo está fazendo a diferença para “Fiel”. Vai fazer a diferença para a grande comunidade humana.
Afinal, a teoria, no que é mínimo, também funciona!
Prof. Carlos Júlio – Palestrante, empresário, escritor e professor do INPG Business School
@redator do INPG BLOG
Este post foi publicado no site do Prof. Carlos Júlio em 22/11/2011
No dia 24 de novembro, em Blumenau, o Prof. Carlos Alberto Júlio ministrará a palestra: “Trilhas e não Trilhos – os novos caminhos para a liderança!”. Participe!






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