Archive for the ‘ Dicas de Carreira ’ Category

Você tem uma estratégia de carreira?

A qualquer profissional que você faça essa pergunta, a resposta será provavelmente afirmativa. Na prática (os consultores de carreiras sabem disso), a coisa é bem diferente, porém. A maioria dos profissionais deixam-se conduzir pelos acontecimentos, isto é, o grande impulso de suas carreiras vem de fora, do mundo, dos fatos. Isso não é ter uma estratégia – é, quando muito , tentar decidir e reagir inteligentemente à medida que as ondas vêm e vão. Ter uma estratégia é tomar o leme nas mãos: decidir o que se quer fazer, buscar os meios para isso e ir em frente, assumindo as alegrias e riscos que essa caminhada direcionada traz. Para isso é fundamental: a) analisar os próprios interesses, convicções e vontades; b) analisar a situação em que se encontra, as ameaças e oportunidades que o ambiente vem trazendo e as alternativas existentes para a realização dos próprios objetivos; c) tomar a decisão sobre os rumos a seguir; d) executar o que foi decidido.

Você já pensou na possibilidade de ter um negócio próprio, já estudou isso com certa seriedade? Não. Então, não se pode dizer que pensou sobre as alternativas existentes para maximização do seu potencial de realização. Sabe quais são as ameaças que estão vindo (e estão) para sua posição atual? Não? Então… Tem certeza de que o cargo atual é aquele mais capaz de trazer realização? Não? É isso. Poucos efetivamente têm uma estratégia de carreira.

José Antonio Rosa

“Você tem uma estratégia de carreira?” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

À Pós!

O conforto do dia-a-dia da carreira de um profissional bem sucedido, pode de uma hora para outra ser afetado por imprevistos que ocorrem, freqüentemente, no mundo corporativo. Muitas vezes, é nesse momento que o indivíduo vai buscar uma pós-graduação. Talvez aí essa já não seja a melhor opção para a situação. Que tal então pensar nisso antes que algo semelhante aconteça? A sugestão é realizar esse projeto, não para remediar um revés ocorrido, mas para prevenir-se, fortalecendo a empregabilidade e afastando de vez o fantasma do desemprego. Pois bem, quando se trata de profissionais que já se consideram verdadeiros experts em sua área de atuação, que aspectos podem ser considerados como alavancadores da decisão de encontrar um tempo para cursar uma pós-graduação? Relacionemos alguns deles:

- Atualização permanente – a realização de uma pós-graduação propicia o contato com as tecnologias mais recentes da área de estudo. É o momento de reciclar conhecimentos, reafirmar conceitos, por em discussão velhos paradigmas e construir novos;

 - Agregar valor à qualificação profissional – um curso de pós-graduação sempre agregará valor ao currículo de um candidato. Mesmo nos casos de uma formação sólida, em termos de graduação, associada a uma trajetória de sucesso, prosseguir investindo no desenvolvimento acadêmico acrescentará maior brilho à trajetória Leia mais

Qualificação Técnica X Competência Emocional

Muitos profissionais, principalmente aqueles de áreas técnicas, têm aversão a colegas que “fazem política”. Sim, é efetivamente aversivo alguém que torna-se politiqueiro oficial, vulgo puxa-saco, yes-man, demagogo etc. Além de aversivo, usualmente os resultados alcançados com esse tipo de postura são frágeis e sem permanência, principalmente numa sociedade que mais e mais cobra resultados. Porém, muitas vezes se percebe que o amigo condenado como politiqueiro, puxa-saco e demagogo nada mais é que uma pessoa competente emocionalmente que, por conseguir resultados melhores do que conseguiram os tecnicamente mais competentes, canaliza a inveja desses.

Para atingir resultados em sociedade precisamos de competência técnica e também de competência emocional. Muitos investem apenas na primeira e se esquecem da segunda, tornando-se pessoas “difíceis”, tímidas ou menos capazes na comunicação. Com isso, em vez de angariar a simpatia que é fundamental à liderança, conseguem despertar a antipatia ou colhem a mera apatia. Outros não tão bons tecnicamente, com mais capacidade humana, acabam indo mais longe… com mérito.

José Antonio Rosa

“Qualificação Técnica X Competência Emocional” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Alinhando o perfil

Vem se tornando comum encontrarmos nas chamadas de vagas, expressões em inglês, que por vezes nos deixam um pouco confusos sobre seu verdadeiro significado. Desta forma, faremos aqui um exercício de esclarecimento em relação a alguns dos cargos mais badalados no momento e as possíveis competências necessárias para o desempenho de cada um deles. 

CEO – CHIEF EXECUTIVE OFFICER
É o principal executivo numa Organização, equivale ao cargo de Presidente, Superintendente ou Diretor-Geral. Em algumas estruturas pode estar vinculado a um Chairman, que é o Presidente de um Conselho Gestor. Para este cargo acreditamos que é necessário ao profissional apresentar como características, principalmente, muita habilidade estratégica, uma aguçada visão de futuro, ampla visão sistêmica, excelente habilidade em negociar, forte espírito de liderança, capacidade empreendedora, entusiasmo, dinamismo, automotivação e autocontrole, além de uma boa capacidade para tomar decisões eficazes, mesmo em situações de extrema pressão.

COO – CHIEF OPERATING OFFICER
O executivo chefe de operações é o profissional que auxilia diretamente o CEO em questões relativas à rotina do negócio. Como competências principais, neste caso, encontramos a organização, o dinamismo, a capacidade para planejar suas atividades, buscando atingir os resultados estabelecidos, através da definição de metas, boa habilidade para interagir com pessoas. São necessárias também flexibilidade e criatividade para a busca de alternativas, sempre que a situação ideal para a realização das rotinas estiver comprometida. 

CFO – CHIEF FINANCIAL OFFICER
É o principal executivo de finanças. Para este cargo competências fundamentais são a visão sistêmica, flexibilidade, a Leia mais

Carreira profissional: uma verdadeira maratona

Pode-se comparar a conquista de oportunidades profissionais e o trilhar de uma carreira de sucesso ao trabalho de um maratonista, que se prepara com afinco, determinação e disciplina a cada novo desafio. Alcançar um lugar ao  pódio ou até mesmo apenas finalizar a prova exige muita preparação, da mesma forma que candidatos preparam-se para o primeiro emprego, uma promoção ou uma nova possibilidade.

 A preparação
Para a corrida, a preparação deve começar meses antes, com a realização de exercícios físicos para fortalecer os músculos, visando ao desempenho adequado. Na preparação profissional as coisas também funcionam de forma semelhante, pois é necessário desenvolver as competências ao longo do tempo para que o desempenho profissional esteja sempre adequado aos desafios apresentados. Deixar para a última hora nunca será a melhor alternativa. Quanto mais aquecidos estivermos em relação a nossos talentos, mais fácil será vencer o percurso em direção às conquistas na carreira. Portanto, quanto mais cedo começarmos, mais rapidamente os resultados aparecerão.

Nesta etapa, o apoio familiar é indispensável. É fundamental poder contar com a torcida fiel dos familiares. Saber que se pode obter esse apoio em todos os momentos, desde a preparação, no desenrolar da corrida e principalmente na acolhida da chegada, já é Leia mais

Conselho para quem tem medo de entrevista de seleção

Através da atividade de Gestão de Carreiras temos encaminhado candidatos para as empresas, para que sejam entrevistados, na busca por uma oportunidade profissional. Contudo, não raro, recebemos como retorno a informação de que várias pessoas não compareceram para a entrevista ou dinâmica de seleção, para as quais foram convidadas. Daí fico me perguntando, o que poderá ter acontecido? Por que esse tipo de situação tem se repetido com tanta freqüência? Será que os candidatos têm medo da entrevista de seleção? E se têm medo, é medo de que , efetivamente?
 
Vêm-me à mente os meus próprios medos diante de uma situação como essa: medo de não agradar, medo de não ser a escolhida, de não ser aceita, de descobrir minhas limitações, medo de decepcionar quem acredita em mim, medo de desejar demais uma possibilidade e ela não se efetivar, medo de me decepcionar, medo de me iludir, medo de não ter a idade certa, de não ter a aparência adequada, medo da novidade, medo da rotina, medo da mudança, medo de não ter coragem, medo de parecer que tenho medo de alguma coisa. A lista de medos é imensa!
 
Contudo, aprendi que o medo é necessário para nossa sobrevivência, pois sem medo a gente pode se colocar em sucessivas situações de risco, risco de vida inclusive. O que não pode acontecer é Leia mais

Sua Idéia em Segundo Lugar

Muita gente quer intensamente vender suas idéias e projetos. Essa vontade doida de conquistar os outros cegar qualquer um. Antes de preocupar-se em vender o que se tem para vender, é muito melhor fechar a boca, abrir os olhos e os ouvidos e tentar ver o que o outro – este sim – quer comprar. Em vez de atacar com suas próprias idéias, entre nas idéias dele e proponha as suas como meio potencializá-las. Exemplo: Você acha que a empresa precisa implantar um programa de qualidade e está disposto a lutar por isso. Ao tentar fazê-lo, porém, poderá esbarrar na idéia de seu chefe que acredita que a empresa hoje precisa mais é de organização. Sua idéia nem mesmo será ouvida.

Agora vamos inverter. Ouvindo o chefe, você nota sua preocupação com a organização. Então, discretamente, você insere sua idéia: “Os programas de qualidade têm um bom instrumental de ajuda e poderoso impacto nessa área. A gente poderia descobrir algum que nos ajudasse a ….”. No caso, você estará falando sobre o interesse do chefe (a organização) e não sobre o seu, que passou a ser acessório, secundário. A ordem altera alguma coisa? Lógico que não, mas, tem excelente impacto persuasivo, se bem usada.

José Antonio Rosa

“Sua Idéia em Segundo Lugar” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

A arte de ser coach

Não sou especialista em coaching/mentoring,  mas admiro muito e acho que os profissionais do mercado deveriam adotar a prática. Em linhas gerais ser coach/mentor  é um trabalho de treinamento e direcionamento profissional  do líder, geralmente mais velho e com mais experiência, para jovens que ingressam na carreira.

Mas ser coach é uma arte. Além de conhecimento, pede que o coach/mentor  tenha um desprendimento grande sobre seus conhecimentos. Grande parte  é  chefe,  ainda não atingiu o status de líder e não está preparado para dividir o que sabe. Na maioria das vezes por medo do liderado tirá-lo do poder. Bobagem. O conhecimento é seu, você sabe o pulo do gato.

Atitudes de coaching/mentoring se fazem necessárias, pois os profissionais chegam ao mercado supridos de muita teoria e, normalmente, sem nenhuma prática de mercado. Somente Leia mais

Quando a resposta é: – Não!

Um não redondo e sonoro explode na cara, bate na cabeça, quebra as pernas, faz rodopiar mil vezes, atordoa, dá vertigem, dor de cabeça, náuseas. Um não bem grande e cheio, daqueles que espantam os sonhos e nos enchem de medos e de tristeza. Um não maior que a capacidade de sorrir de tudo, maior que a determinação de levar a vida na boa, um não daqueles que dói no osso, dói na alma, abre feridas, queima, arde, faz sangrar. Quem já recebeu um não desses na vida? 

É possível que alguém, pela pouca idade, não tenha vivenciado uma situação dessas. Isso faz com que até duvide que algo assim possa acontecer. Entretanto, para aqueles que, de alguma forma, já passaram por essa situação, sabem que é preciso fazer um grande esforço para se tirar algum aprendizado sempre que um cenário pouco favorável como esse se descortina a nossa frente. Mas como é difícil!

 A vida é generosa e quase sempre diz “sim” a todos nós, e daí surge um desacostumar com os limites, com as barreiras, com as oposições, as objeções, os “nãos”. E quando eles teimam em surgir, causam estragos na autoconfiança, na auto-estima.

Por vezes até podemos ter consciência da possibilidade de nossos planos, sonhos, desejos não virem a se Leia mais

Desafie seus colaboradores a crescerem e impulsione sua carreira

Uma frase dessas, se pronunciada no século XIX, soaria como “Crie um profissional que assumirá seu lugar e prepare-se para procurar um novo emprego”.

Uma equipe, nas organizações atuais, só é eficaz, quando: todos os membros estão envolvidos, são dedicados, tem uma missão bem definida e o conhecimento é compartilhado e ainda, tem em um de seus componentes, a habilidade de identificar os pontos fortes de cada um da equipe, conseguindo lançar desafios, que são tangíveis e alcançáveis, para cada um de nós.

Vou contar a história de um grande profissional que trabalha comigo e exemplifica muito bem o que estou falando.

No final dos anos 90, bem no início do acesso a Internet, em uma cidade do interior de São Paulo, eu fazia a captação de clientes em uma agência bancária e fui abordado por um garoto que fazia o serviço de banco da empresa onde ele trabalhava. Com um brilho no olhar, muito peculiar em uma pessoa que deseja muito algo, ele me perguntou: “O que é preciso para trabalhar com informática?”. Respondi que o fundamental de toda profissão é: dedicação, amor ao que faz, desejo e humildade para sempre aprender. Com o passar de algum tempo, a empresa cresceu e precisei de alguém, chamei-o e já são mais de 12 anos de desafios diários.

Sempre em tom de brincadeira, mas com muito respeito profissional, hoje temos uma segurança de primeira linha desenvolvida “in house”, que não deixa a desejar a nenhuma empresa especialista.

Porém, os desafios só podem ser lançados, se existe uma base de conhecimento, para orientá-la. Palavras jogadas, sem direcionamento, não resultam em um desafio que pode ser atingido. Isso só é possível se temos conhecimento do assunto, que precisa ser substancial, para termos credibilidade e aceitação das colocações, passando uma mensagem subliminar à brincadeira e que leva a reflexão: se ele está falando isso, essa idéia pode ser realizável. Eu vou conseguir fazer.

È assim que podemos construir uma carreira de sucesso, com todos os membros da equipe, subindo as “escadas do conhecimento”. Um degrau de cada vez, mas sem cansar, tendo sempre a visão da “porta da conquista”, que cada um deseja abrir.

Uma equipe de alto nível faz toda a diferença nas organizações e ela só tem sucesso, se todos têm conhecimento e contribuições a dar. Em minha opinião, esses são os ingredientes de uma grande receita de sucesso profissional, sem esquecer é claro de termos humildade e disposição para aprender e compartilhar a informação com todos, sempre.

Dedico esse texto ao meu companheiro de trabalho e amigo Rodrigo Femini.

José Geraldo Marciano Franco – @redator do INPG BLOG