Archive for the ‘ Dicas de Carreira ’ Category

Dispersão costuma ser ruim

Há profissionais que têm muitos talentos e interesses. Tanto podem se dar bem no marketing, quanto em recursos humanos, quanto em pintura ou escultura. É bom, mas usualmente isso traz um efeito colateral que atrapalha significativamente muitas carreiras: a dispersão. A pessoa navega de uma área a outra, ao longo da vida profissional, atingindo relativos sucessos em suas empreitadas, mas não dá o devido tempo à realização de um nível de sucesso realmente significativo em nenhuma delas.

Nada mal em ter talentos ou interesses diversos. Parabéns, pois isso cria condição para um desempenho excelente. Mas, não se pode esquecer da estratégia – a direção geral, o rumo. A estratégia deve colocar o talento e a motivação numa trilha em que os resultados poderão ser mais promissores. O profissional deve controlar o impulso a fazer de tudo um pouco, dando profundidade ao seu esforço no segmento escolhido. Os talentos extras e os interesses variados então poderão dar colorido às ações daquela área – e tudo se compõe de modo sinérgico e administrado. Assim, costuma-se ir mais longe.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Dispersão costuma ser ruim” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Controle a fala e ganhe pontos

A raiva busca um meio de expressão e a pessoa fala. Falar com raiva na maioria das vezes é perder pontos. O fechar a boca sempre foi sábio nesses casos. A fala compulsiva para agredir, descontrole emocional aprendido ao longo da vida, só traz resultados negativos: ofensas, mágoas, inimizades, criação de resistências. Mas, muita gente continua usando a fala para agredir, possivelmente por não ter-se dado conta de que o faz ou porque não consegue controlar a compulsão.

Hoje já está mais que claro que a inteligência emocional é fundamental e que pode ser desenvolvida. Começar por fechar a boca em situação de raiva pode ser uma boa alternativa.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Controle a fala e ganhe pontos” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Esperando pelos outros, espere sentado

O que é realmente ser proativo? Entre outras coisas é: a) aceitar a responsabilidade pela sua vida; b) arregaçar as mangas e buscar o que se almeja. Muita gente fica esperando pelos outros e nem se dá conta disso. Por exemplo, um determinado autor iniciante lança um livro e fica esperando que a editora o leve ao sucesso. Isso jamais ocorrerá. As editoras não têm esse poder de criar o sucesso e se tivessem pagariam salário mínimo para seus autores. Outro exemplo, o engenheiro inicia-se no novo emprego e espera que a empresa ou o chefe o promovam, cuidem de sua carreira e seu futuro.Isso não acontecerá também. O que pode trazer o sucesso para o livro é o próprio livro: se ele for espetacular para um mercado grande (o que não quer dizer qualidade em termos absolutos), será descoberto e guinado à lista de best sellers, para alegria do autor e também da editora. Quem pode promover o novo engenheiro é ele próprio, ao fazer coisas de valor, ao contribuir decisivamente para a organização – logo será descoberto e puxado para cima, ou, no caso de a empresa ter uma patologia de eficiência que a faz abafar os bons, ele cairá fora e encontrará quem valorize seu mérito.

Difícil, mas é preciso mudar o ângulo de observação, o paradigma. Em vez de pensar o que o editor ou o chefe podem fazer é melhor perguntar o que eu posso fazer de excelente que me leve ao crescimento.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Esperando pelos outros, espere sentado ” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Não se oponha, nem se exponha

Há assuntos controvertidos, baseados em meras opiniões (informadas ou não), com alto envolvimento emocional. Exemplo, o Movimento dos Sem Terra, a administração do governador X ou Y, horóscopo e existência de discos voadores, só para citar alguns exemplos. Daí, você está sentado defronte a um empresário que pode vir a ser seu patrão – e você tem alto interesse em trabalhar na empresa dele. Então ele diz: “Minha antiga diretoria financeira acreditava bastante em horóscopo, o que você acha disso?”. Opor-se à crença da antiga diretora pode ser opor-se á crença do empresário… nunca se sabe. Apoiar pode ser defender algo que ele detesta.O que fazer? Saia pela tangente, sem desrespeitar ninguém por suas crenças, mas sem se comprometer com nenhum corpo de conhecimento que você não aceita. Você pode dizer, por exemplo: “Meu modo de pensar é muito orientado pela ciência, pelo ceticismo da ciência, e por isso mesmo não aprovo nem rejeito algo que não estudei, como é o caso da astrologia, algo que nunca despertou meu interesse”. A partir daí, provavelmente o empresário poderá expor os pontos de vista dele, os quais você não precisa negar ou aprovar para manter um bom diálogo.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Não se oponha, nem se exponha” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Não perca o jogo antes do apito

O jogo só acaba com o apito do juiz – eis uma frase que diz muito para a carreira do profissional. Tem um objetivo? Fez uma estratégia para alcançá-lo? Colocou a estratégia em execução? Fracassou? Não desista. Pode ser que o objetivo estivesse mal colocado, que a estratégia não fosse a mais adequada, que o fracasso tenha sido decorrência de um fator acidental qualquer. Uma nova tentativa pode reverter o quadro. Se tudo fosse fácil a vida seria sem graça: bastava ir recolher o almoço grátis na hora certa e deitar na rede de “papo pro ar”. Acontece que existem alguns fatores complicadores: o concorrente, o cliente com desejos subjetivos, as restrições de recursos de todo o tipo, o erro etc. Assim, dificilmente as coisas funcionam bem na primeira tentativa.

Pessoas persistentes vão mais longe. Na verdade a persistência é a grande chave do sucesso. Pergunta rápida: Há quanto tempo Chitãozinho e Chororó cantam juntos, treinando e investindo diuturnamente para melhorar seu desempenho? Dica: em 1970, já cantavam, e adotaram esse nome! O famoso ditado diz: Quem vê as pingas que eu bebo não vê os tombos que eu levo. Quase todos os que chegam lá têm um longo histórico de persistência, o que inclui muitos fracassos. Fracassaram e continuaram, porque o jogo só acaba com o apito do juiz.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Não perca o jogo antes do apito” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Não se esqueça de agradecer

O amigo ligou e deixou o telefone do médico que você havia solicitado. Não custa nada telefonar a ele e agradecer: “Nelson, recebi seu recado com o número do Dr. João. Obrigado. Hoje mesmo vou marcar consulta”. Muita gente se esquece de agradecer pequenas coisas – ou até grandes. A mecânica dos relacionamentos é simples: as pessoas gostam de colaborar com quem aprecia a colaboração. Quem agradece mostra que aprecia e que tem gratidão pelo apoio. Quem se esquece de agradecer transmite uma imagem de autossuficiência, egoísmo, ingratidão ou desatenção. Pontos negativos.
Quando você agradece, o outro se sente bem por ter colaborado. Isso cria disposições para estreitamento das relações. São essas pequenas coisas que fazem com que alguns tenham a festa de aniversário cheia de gente e outros comemorem com um pequeno grupo, embora querendo fazer uma grande festa.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Não se esqueça de agradecer” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

 

Quem é esse cara da foto?

As pessoas estão vendo fotos antigas. De repente alguém pergunta: “Quem é esse cara? “ Ninguém é capaz de lembrar, por mais que todos se esforcem. Quem é ele? Alguém que não deixou uma pequena marca sequer. Costumamos lembrar-nos de dois tipos de gente: dos antipáticos e chatos e dos simpáticos e cativantes. Ser lembrado pela antipatia não vale a pena, mas não ser lembrado também é um mau sinal. O preferível mesmo é ser lembrado com saudade, pela simpatia. Em geral a gente se lembra com sentimentos positivos de pessoas que nos ajudaram em momentos em que precisávamos, que levaram uma palavra de carinho na hora certa, que nos fizeram particularmente alegres e felizes, que contribuíram de alguma maneira para nosso crescimento, que se envolveram no grupo, fizeram sua parte, agiram.

O que não é lembrado em geral é a pessoa apática – nem simpática, nem antipática. Aquele que, estando junto, mantém-se longe, que não participa, que não troca estímulos com os demais. Não se enturma, como diz a gíria. Não atrapalha, mas também não contribui. Por tudo isso, passa em brancas nuvens. Agradecemos por não ter atrapalhado e nem feito o mal, mas não conseguimos lembrar dele quando olhamos a foto antiga. Quem é esse cara?

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Quem é esse cara da foto?” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

 

 

Como vender seus serviços e credenciais sem vulgaridade

Quem se oferece de maneira explícita e insistente vira “carne de vaca”, isto é, vulgariza-se e perde autoridade profissional. Mas, quem mantém a timidez total em vendas não sai de casa para trabalhar ou não receberá aquela esperada promoção na empresa. Qual é o meio termo que contém a virtude? Vender com elegância.

O que é vender? Oferecer explicitamente os nossos serviços ao cliente potencial. Não precisamos humilhar-nos – vender é uma necessidade profissional, uma contingência das relações de trabalho em mercados complexos e competitivos. O segredo de fazê-lo bem é:

a) Definir com clareza que serviços você pode oferecer ao mercado;

b) Definir com clareza qual é seu mercado-alvo;

c) Definir como contatar tal mercado – com que proposta e abordagem.

d) Fazer isso de modo sistemático, regular, sereno e digno.

Os resultados logo aparecerão. Seja para o executivo ou técnico ligado a uma única empresa, seja para o profissional autônomo no mercado, seja para o empresário, vender é fundamental. Quem o faz melhor, cresce mais rápido, certamente.

José Antônio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Como vender seus serviços e credenciais sem vulgaridade” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antônio Rosa.

 

Criticar sem humilhar é o “x” da questão

Pessoas que constantemente criticam são sempre evitadas. Eventualmente são lembradas como chatas, intolerantes, incompreensíveis etc. E são efetivamente tudo isso. Devemos criticar com moderação, criticar só o necessário. A pessoa que consegue ver problema em tudo está querendo que o mundo seja perfeito, sob a sua perspectiva. Isso é um traço narcisista que não ajuda nem um pouco no crescimento na carreira.

Todos precisamos eventualmente criticar, porém. Então a questão é como fazê-lo.Uma regra que deve estar presente em qualquer circunstância em que uma crítica se torna necessária é a de evitar a humilhação do outro. Se a crítica serve para ofender, humilhar, ameaçar,  ela cria uma resistência natural à sua aceitação. Então não servirá para outra coisa além disso – e trará um inimigo.

Dentro dessa linha, nunca se deve esquecer uma sábia regra da prática gerencial: “Elogios em público, críticas em particular”. Ao criticar alguém diante de terceiros, a humilhação é certa.

 

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Criticar sem humilhar é o “x” da questão” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Autoridade X Autoritarismo

Toda pessoa tem autoridade, em alguma medida, no mundo do trabalho. Uma recepcionista tem normas a cumprir, uma função definida, com responsabilidade e, em função desta, com a proporção de autoridade. Toda pessoa que tem autoridade precisa exercê-la, pois isso é crucial para o exercício profissional da função. Abrir mão da autoridade ou ser negligente em seu exercício resulta em incompetência e em imagem de incompetência. Muitas pessoas têm dificuldade em lidar com a autoridade e acabam hesitando, o que vai comprometer sua carreira.

Há o outro oposto: a pessoa que assume uma porção de autoridade além da que lhe é dada, da que é legítima, da que é necessária e fundamental para a eficiência. Isso ocorre quando a pessoa abusa do poder, exerce o poder caprichoso, cria ou faz cumprir normas inadequadas, é excedente na “operação padrão” etc. Então, é o domínio do autoritarismo.

Quando alguém exerce efetiva e adequadamente a autoridade que tem, torna-se mais capaz e promovível. Quando cai para o autoritarismo colhe inimizadase, retaliações e projeta uma imagem inadequada.

 

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Autoridade X Autoritarismo” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa