Archive for the ‘ Comportamento ’ Category

Horário de trabalho “certo” para chefes

O horário de trabalho não é uma marcação objetiva, pelo menos para quem começa a fazer parte do grupo de dirigentes, a partir dos cargos de chefia ou supervisão. É uma medida social, que reflete a norma do grupo. Assim, sair às 6 ou às 7 horas não pode ser julgado certo ou errado, adequado ou inadequado, apenas considerando-se o ângulo individual. Isso é certo ou errado na perspectiva da norma social e quem contraria a norma usualmente se dá mal. É aí que muita gente derrapa. O profissional às vezes acredita que o horário de saída (digamos, 5h) deve ser respeitado porque isso é mais produtivo e, para manter a coerência com sua crença, sai rigorosamente ás 5h. Acontece que todo o grupo acha que ficar até mais tarde é crucial para um bom encaminhamento das tarefas e que chefe bom não sai cedo. Quem contraria a norma é visto como descompromissado e desinteressado. Do ponto de vista da comunicação, vale a regra que diz: “para os outros você é aquilo que comunica”; logo… O profissional atento respeita as normas do grupo. Assim, integra-se melhor e tende a adquirir maior respeitabilidade. Pode até, a partir daí, tentar influenciar o grupo para a mudança da norma – e às vezes consegue. O que não pode é desafiar o grupo, pois isso costuma trazer dissabores.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Horário de trabalho “certo” para chefes” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

 

Traga sempre um pacote de alegria

A vida às vezes é dura. O cliente de vez em quando reclama, o colega chega de mal humor, os objetivos não se concretizam, o chefe não entende nosso ponto de vista… e aí vai a lista de razões para um profissional ficar contrariado no seu dia-a-dia. Nesse contexto, uma boa risada, uma observação interessante, um toque de otimismo podem traduzir-se em experiências agradáveis. O profissional que quer cativar pode usar isso como meio de aproximação e modo de criação de um canal de ligação emocionalmente positiva com os demais. Faça ou fale algo capaz de fomentar os bons sentimentos, aqueles que disparam sensações cerebrais de prazer: esperança, auto-estima, alegria, confiança etc. Colha bons fluidos em troca disso.

Vamos imaginar uma analogia. Suponhamos que alguém conviva com duas pessoas que chegam sempre com pacotes. Uma sempre traz um pacote cheio de problemas: vem tensa, irriquieta, ansiosa, irritadiça, negativa. Outra, sempre chega com um pacote cheio de coisas boas. Com qual delas as pessoas gostariam de estabelecer relações permanentes?

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Traga sempre um pacote de alegria” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

 

Quanto você vale

O valor de uma pessoa não se mede por salário, naturalmente. Porém, o valor do profissional (pessoa inserida no mercado) é uma variável que não pode ser vista por outro prisma a não ser o do próprio mercado. Então, quatro variáveis são significativas para a definição de quanto uma pessoa vale: a pessoa em si, a empresa em que trabalha ou pretende trabalhar, o mercado, o cargo. Sob o ângulo do profissional, de certa forma e dentro de certos limites, ele vale quanto tem de possibilidade de contribuir e quanto pede – e aí é importante saber não só posicionar-se adequadamente para maximizar seu ganho mas também desenvolver a habilidade de negociar. Do ponto de vista da empresa, variáveis como cultura, situação financeira, posição de mercado tornam-se decisivas para a remuneração dos profissionais a ela vinculados. O importante aqui é que o profissional avalie bem a empresa a que se vincula, para fazer sua melhor escolha. Na seqüência, temos o mercado, a concorrência que estabelece, e o limite mínimo e máximo que define para um cargo. Ele é um grande parâmetro para uma estratégia realística. Por fim, o cargo, o seu impacto para o resultado da empresa, os aspectos objetivos e subjetivos que o valorizam.

É possível maximizar o ganho? Possível e desejável. Comece por qualificar-se e valorizar-se adequadamente. Depois busque a empresa certa. Avalie corretamente as condições de mercado e posicione-se na faixa máxima de ganho possível para sua qualificação. Olhe para os cargos certos e busque-os, por fim. Simples e óbvio? Sim, mas a verdade é que profissionais muito competentes que poderiam ganhar muito mais do que ganham e contribuir muito mais com as organizações, distraem-se e acabam por obter menos do que deveriam.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Quanto você vale” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

 

O sucesso depende de…

Imagine que tenhamos à nossa disposição várias opções cartas a serem compradas para concorrer ao sucesso. Algumas cartas tratam de coisas superficiais: habilidade de fazer política, zelo para com a roupa, nível de educação elevado, técnicas de persuasão etc. Outro grupo trata de coisas mais substâncias: competência técnica, ética, responsabilidade etc. Digamos que estejamos falando da ponta e da base de um iceberg.

O que promove? Tudo ajuda, naturalmente, e não convém esquecer de nada. Porém, onde concentrar maior esforço? O que conta mais? O ideal é concentrar maior esforço na base do iceberg: sólida formação, conhecimento técnico, línguas, motivação para a tarefa, ética e boas qualidades humanas. Sem isso, o sucesso é frágil. Com isso, os outros pontos (na ponta do iceberg) ficam mais fáceis de realizar e dão impacto muito, muito maior.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“O sucesso depende de…” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

 

Os desafios da motivação

“O segredo da existência humana consiste não somente em viver, mas ainda encontrar o motivo para viver” Dostoievski

A motivação ainda é um grande desafio para as empresas, e cada vez mais deve ser preocupação pois é o combustível que nos faz funcionar.

Por meio da motivação há melhoria nos processos internos, dos produtos, envolvimento e comprometimento.

Quando a empresa realiza pesquisa de satisfação, é visível que a produtividade aumenta, quando as pessoas são motivadas de forma particular, através do desenvolvimento de suas capacidades, do reconhecimento dos objetivos, das tarefas e de seu valor, tanto por parte da chefia como pelo grupo que pertence.

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Como anda seu PCA?

Três coisas são fundamentais para o sucesso de um profissional de qualquer área. Vamos representá-las pela sigla PCA – popularidade, credibilidade, atratividade. Popularidade é ser conhecido pelo público-alvo de seu serviço. Isso pode ser dentro de uma empresa ou no mercado. Para um supervisor de produção popularidade pode significar ser conhecido de 200 pessoas-chaves, por exemplo, enquanto que para um dentista é necessário atingir alguns milhares de nomes para ter uma clientela razoável. O segundo atributo fundamental para o sucesso, a credibilidade é ser tomado como confiável, alguém com quem se pode contar, em quem se pode acreditar para fazer um trabalho qualquer. Tem tudo a ver com a qualificação para a tarefa e com a imagem, que deve traduzir competência e profissionalismo. Por fim, vem a atratividade – a capacidade de gerar emoções positivas nos outros, de agradá-los, de fazer com que queiram aproximar-se e manter uma relação. No mundo profissional a atratividade (simpatia, imagem de pessoa agradável e profissional eficiente etc.) está ligada à liderança e à influência que o profissional consegue exercer sobre outros.

Como anda o seu PCA? Trabalhe cada uma das pontas do tripé e vá mais longe.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Como anda seu PCA?” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

 

Medo da verdade é a pior receita

Qualquer pessoa que esteja em posição de comando corre o risco de não ouvir a verdade. Os subordinados tenderão a dourar a pílula, seja para evitar punição, seja para proteger o chefe. Para um líder, essa é a pior coisa que pode acontecer, naturalmente, pois quem recebe informações fantasiosas vai tomar decisões igualmente ficcionais – e os resultados não serão nada convenientes. O jeito é criar o clima certo e estimular os subordinados a falarem sempre a verdade, ainda que esta desagrade, ainda que esta eventualmente mostre um aspecto negativo da conduta do subordinado. Para que isso ocorra é necessária confiança mútua e segurança, por parte do subordinado, de que não será punido por errar (desde que não seja erro moral) quando tentou fazer o certo.

Do lado do subordinado, falar a verdade é sempre a melhor receita também. Primeiro, porque o chefe às vezes ama quem doura a pílula – ama mas não respeita! É preferível ser respeitado como um profissional de valor ainda que nem sempre agradável ou “vaselina” como se diz na gíria. De quem o chefe vai lembrar-se na hora da promoção – do bonzinho ou do correto? Diga a verdade ainda que às vezes seja necessário seguir aquele ditado polonês que diz: “Diga a verdade e saia correndo”.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

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E-mail inútil, gente desocupada

Às vezes o óbvio choca, mas percebê-lo é fundamental para sua carreira. Há aquelas pessoas que mandam e-mails para amigos e colegas – ou até para desconhecidos – com piadas, listas, pensamentos “maravilhosos”, correntes, notícias alarmantes idiotas etc. Quando você recebe algo assim de alguém, o que pensa? É natural pensar que o rementente não deve ter o que fazer. Você imaginaria um presidente de empresa, um juiz, um líder revolucionário, um escritor de importância enviando e-mails engraçadinhos? Ou um estudante super-dedicado, sempre às voltas com livros e compromissos de estudo sérios, buscando piadas para enviar? Provavelmente não.

Ok, ligeiros tempos livres e uso deles para fazer alguém dar uma risada grátis! Podemos até imaginar a possibilidade – remota, lógico – de uma pessoa super-ocupada dando uma paradinha para refrescar no seu dia e enviando um e-mail “criativo” rigorosamente selecionado. Mas, você há de convir: – O problema maior é que esse negócio de mandar e-mail inútil vira uma compulsão e o remetente acaba passando por vagabundo. Cuidado pois com isso. Arrange o que fazer.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

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Quando o pensamento positivo é fajuto

A gíria consagrou a palavra BO – Bom para Otário para indicar aquelas coisas que enganam as pessoas. Algo que realmente é BO é o discurso do pensamento positivo ilimitado, que diz que todos podem obter tudo o que querem. Infelizmente esse tipo de engodo pega muita gente, criando permanente ansiedade e frustração. Todos enfrentamos limitações físicas, intelectuais (alguns são mais inteligentes, outros menos), emocionais, econômicas, sociais etc. Ninguém tem potencial ilimitado e acreditar nisso leva a más decisões. É por isso que o sábio conselho dos gregos continua fazendo sentido: Conhece-te a ti mesmo.

Primeiro, o profissional deve fazer uma avaliação realista (nem fantasiosa, mas também não limitada) de seu real potencial. Depois, aí sim, deve acreditar firmemente e buscar motivação para perseguir suas metas com força. O pensamento positivo passa a ser ajuda eficiente depois que tomamos decisões sensatas, não antes.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Quando o pensamento positivo é fajuto” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

 

Confiabilidade, a chave da relação

Dois fatores são decisivos na avaliação de um profissional: caráter e competência. O primeiro, caráter, diz respeito à honestidade, ao comportamento ético, à responsabilidade. O segundo diz respeito à eficiência e eficácia do profissional. Esses dois itens, embora iguais em importância, têm naturezas diferentes e são considerados de modos diferenciados pelos clientes. O caráter é mais decisivo, pois afeta diretamente a competência. Por exemplo, um profissional competente sem caráter tomará decisões eventualmente inadequadas para satisfazer objetivos próprios. Digamos que a melhor opção para a empresa seja a A, mas que ele opte pela B, mesmo sabendo que é a pior, por estar interessado pessoalmente em ganhar uma comissão. Logo, mau caráter, para as pessoas é excludente. Já a competência tem graduações. Em geral as pessoas, quando contratam, avaliam quanto de competência é necessária para aquela tarefa específica. Uma competência que não é das melhores, mas associada a um caráter de primeira, é suficiente na maioria das vezes. Caráter gera confiabilidade e aí até podemos ser surpreendidos com a seguinte frase: “Bem, para essa tarefa especificamente, que é mais complicada, talvez fosse melhor você buscar um profissional que tem uma qualificação maior que a minha. Porém, se o seu objetivo for esse ou aquele, posso ajudar”. Eis o tipo da frase que cria relações sólidas. Em geral, não esperamos que as pessoas sejam super-competentes, mas sim esperamos que elas sejam honestas em dizer o que podemos ou não esperar delas.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Confiabilidade, a chave da relação” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa