Archive for the ‘ Comportamento ’ Category

A força do pensamento….crítico

Uma das coisas que mais me fascina em algumas pessoas é a sua capacidade de pensar criticamente. Elas somam experiência, capacidade de observar, conceitualizar, refletir, analisar, aplicar, definir, concluir, avaliar, decidir.

Falo aqui da crítica que busca alternativas, modos diferentes de percepção, de contestações e questionamentos que constroem um caminho em linha mais reta para se chegar a um resultado mais plausível, justo e real.

Ter um pensamento crítico não quer dizer criticar negativamente.  É a crítica relacionada à analise e ao entendimento de determinada situação, fato, problema. Entre outras coisas é um recurso para entender, esclarecer, facilitar tomadas de  decisão com assertividade, precisão ou  acuracidade , além de  propiciar o alcance de elevado grau de qualidade .

Intrigava-me perceber que algumas pessoas têm um pensamento crítico mais apurado que outras. Numa pesquisa simples aprendi que as pessoas não nascem, necessariamente, dotadas desta capacidade. Elas podem ser estimuladas pela educação que recebem em casa, na escola, nas universidades, nas empresas onde trabalham.

Maravilha!!! É possível aprender e ensinar a ter o pensamento crítico. Há técnicas para isso. Há estudos, fundações, livros, estudos e muitas matérias sobre o assunto. Maravilha!!! Mais uma ferramenta para desenvolver pessoas…será?!?!?

Para tanto é preciso aprender a agir tendo pensamento crítico e ensinar o mesmo aos que nos cercam, aos que trabalham conosco. Assim se formará uma corrente de mentes críticas pensantes com consequencia positiva refletida diretamente nas equipes e nas empresas.

Muitos de nós não somos exatamente o que gostaríamos de ser. Acreditamos ser menos. Não somos menos, mas temos muito a desenvolver de nossas capacidades. O pensamento crítico é uma ferramenta que muito pode nos ajudar neste desenvolvimento, seja qual for a área em que estejamos atuando. Mais que uma ferramenta é uma ciência, uma disciplina cujo desenvolvimento se dá através de um processo gradual, de trabalho, prática, mudança de pensamento e novas percepções.

Lúcia Helena Ferraz - Aluna do curso de MBA em T&D no INPG Berrini

Intenções não são realidade

“Vou abrir um pequeno restaurante, mas meu objetivo é fazer algo de qualidade, um lugar onde as pessoas possam…” – bonito, mas são apenas palavras. As intenções e os sonhos freqüentemente refletem-se nas palavras, mas a vida real acontece com as ações. Costuma haver profundas diferenças entre palavras e ações.

O problema central é que imaginar e ter intenções é agradável e não gera esforço, estresse e desgaste. Já a ação, bem essa quer dizer mudar coisas na realidade física e aí as complicações e problemas aparecem. “Eu tenho de me preparar para um ambiente empresarial mais exigente”. “Ok, procurou ampliar a sua formação ou está contando apenas com o diploma universitário obtido em 1971?”. O problema é que voltar aos bancos escolares é desgastante.

Muita gente não consegue distinguir intenção de realidade e por isso toma decisões inapropriadas em sua carreira. Ouvir o que o mundo externo diz é o primeiro caminho para uma reação favorável diante desse problema. Mas, em seguida, deve-se agir.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Intenções não são realidade” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Afinal como são os seus Modelos Mentais?

No feriado passado estava lendo revistas e o artigo dizia a respeito da percepção, onde explica que de acordo com os livros de psicologia a percepção é o processo de selecionar, organizar e interpretar estímulos oferecidos pelo meio .Refletindo senti a necessidade de escrever sobre modelos mentais, assunto este que tenho tratado intensamente nos programas de criatividade. Ressalto que é complicado pensar em ferramentas para estímulos da criatividade e inovação, sem tratar dos modelos mentais.

Nosso comportamento é regido por eles, que são nada mais do que imagens, experiências que nos guia, que interferem na nossa percepção do mundo como agimos, eles moldam a nossa forma de agir e está ligada aos processos educacionais, forma de criação etc. Quem nunca escutou a frase: Cada um vê as coisas com os olhos que tem?

A nossa personalidade foi formada pela forma como fomos criados, modelos ensinados, preconceitos, e padrões de comportamento. Os modelos mentais são naturalmente modelos em evolução, através da interação com o meio, as pessoas formulam novos modelos.

Tudo isso pode parecer simples, mas na prática não é bem assim, pois na maioria eles são inconscientes.

Muitas vezes deixamos de ter boas idéias e perdemos grandes negócios por causa dos modelos mentais vigentes, experiências passadas por vezes não bem sucedidas, bloqueando-nos,  amedrontando-nos. Eles funcionam como anteparos invisíveis que nós mesmos criamos, ou criam por nós, e sem perceber nos tornamos escravos dos nossos pensamentos. Este aspecto é Leia mais

O que você aprendeu com isso?

“Fui demitido”,ou “Bati o carro”, ou “Fui promovida a diretora”, ou “Fiz uma viagem à Indonésia” – são frases que indicam que você teve experiências marcantes. Costuma-se dizer que toda experiência é válida, mas isso não é verdade total. A frase precisa ser: “toda experiência é válida para quem aprende”. E a pergunta crucial após cada experiência é: O que você aprendeu com isso?

Há dois tipos de aprendizagem: o positivo e o negativo. Aprendizado positivo é quando a pessoa sai da experiência com formas mais construtivas e eficazes de sentir, pensar e agir. Aprendizado negativo é quando a pessoa adquire pensamento, sentimento ou comportamento inadequado após uma experiência. Como dizem os caipiras: Cão mordido de cobra tem medo de lingüiça. Se a pessoa sai do assalto acreditando que o ser humano é mau, mesquinho, não confiável (uma generalização inadequada), essa pessoa aprendeu negativamente. Se sai do assalto pensando que nem sempre as aparências indicam o que a pessoa é (o assaltante parecia gente boa), ela aprendeu positivamente.

O aprendizado bom é o que resulta em sentimentos positivos (esperança, alegria, solidariedade,amor), pensamentos positivos (compreensão, informação, melhores decisões) e comportamento adequado (persistência, prevenção, disciplina).

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“O que você aprendeu com isso?” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

O tempo não pára. Não pare também.

Como diz a música do saudoso Cazuza, o tempo não pára. De repente, você vai notar que a tarefa continua esperando por solução – o amanhã já chegou, ou venceu o prazo e você não fez aquela reunião pretendida com o subordinado, ou ainda aquele curso de inglês não foi iniciado e o ano já terminou. O segredo é não parar também sem razão séria. As razões sérias que justificam uma paradinha são o lazer que recompõe as forças, o “retiro espiritual” para reflexão, a parada para avaliação do progresso, a manutenção preventiva ou corretiva da saúde etc. Paralização inadequada, falta de ação, procrastinação – tudo isso deve ser eliminado do seu dia-a-dia.

Para eliminar as paralizações injustificadas, tente fazer o seguinte:

-         Se você tem paralisia da ansiedade, isto é, tem muita coisa que fazer e não faz nenhuma porque não consegue priorizar, ataque aquela que pareça mais crucial. Se não for possível, porque você depende de terceiros, ataque uma outra qualquer. Com ansiedade ou sem, comece a trabalhar, pois o trabalho a controla.

-         Planeje todo dia e toda semana. De manhã ou no fim do dia, para o planejamento diário, no fim da sexta ou na segunda cedo para o planejamento semanal.

-         Se está parado por falta de motivação para tarefas chatas, ataque-as primeiro, pois, você não vai mesmo conseguir viver sem esse tipo de esforço. Já que é assim…

-         Identifique a causa da sua paralização crônica e ataque-a na raiz, mudando o comportamento, ou delegando, ou reprogramando sua tarefa, ou buscando ajuda.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“O tempo não pára. Não pare também.” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Oportunidades ou Estratégia? Como você avança.

A sorte existe. De vez em quando ela vem com algo bom para uma pessoa. Fenômeno muito raro, de modo que dificilmente ela bate à porta dessa pessoa muitas vezes. Sorte ou azar são coisas que o mundo nos traz – ou podemos chamá-los de ameaças e oportunidades, para usar um linguajar de planejamento gerencial.

Para avançar na carreira, ou você é agraciado com um lance de sorte (coisa raríssima) ou você concebe e executa uma estratégia para ir atrás daquilo que você quer. Aí as coisas costumam ser muito, muito mais difíceis, convenhamos. Desestimuladas pela dificuldade, muitas pessoas preferem ficar esperando pela sorte. É um erro fatal. Por exemplo, estudar inglês é uma estratégia e não é fácil – vai consumir duas horas três vezes por semana durante dois anos. Então, a pessoa fica esperando por um emprego bom que não exige inglês. Sabe quando? Para a maioria, isso não virá nunca!

O problema é conscientizar-se do ditado popular que diz que “a vida é dura para quem é mole” e caminhar resolutamente rumo a seus objetivos. Se vier um lance de sorte, é lucro. Se não vier, estaremos a caminho do mesmo jeito.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Oportunidades ou Estratégia? Como você avança.” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Será a educação uma nova tendência em treinamento?

Com a crescente e influenciadora era da globalização presente em todo o mundo, não é novidade as constantes mudanças na economia, finanças, comunicação, tecnologia e até mesmo na capacitação das pessoas.

Nesta “nova era”, a do conhecimento, a educação é tida como o maior recurso de que dispomos para enfrentarmos essa nova estruturação do mundo. Acredito fortemente que esta deva ser a nova tendência dos “bons” RHs, ou ao menos aqueles que se denominam estratégicos! Treinamentos através da educação!

Ao pesquisar, percebo que diversos autores, defendem a idéia de que o foco dos treinamentos necessariamente passará pelo aspecto educacional! E fico feliz, pois desta forma faremos treinamentos mais reais e obrigatoriamente voltados ao foco aprendizado, ou Reaprendizado.

De qualquer forma, desta nova era, e deste novo processo, depende a continuidade do atual processo de desenvolvimento econômico e social, ou seja, a sobrevivência das empresas e dos profissionais que nela atuam.

Mediante este breve escrito te convido a refletir: O quem tens feito de novo em relação ao seu processo de aprendizagem? O que tens treinado?

E você, profissional de RH, aceita o desafio de começar a fazer uma estratégia que envolva este estilo de treinamento em sua empresa?

Boa Copa para todos nós e vamos rumo ao HEXA!!!!

Cintia Menegazzo@professora do INPG e redatora do Blog CM Tendências de Desenvolvimento

Até que ponto vale a pena ser sonhador

Temos de pensar grande! – Eis aí uma verdade que freqüentemente as pessoas aceitam sem maiores questionamentos. Mas, será que ela é produtiva, no âmbito da evolução individual? Vale a pena ser um sonhador? A pergunta fundamental é a seguinte: O que se quer desse sonho? Um sonho costuma trazer coisas boas, como motivação, orientação dos esforços, sentido de viver e produzir. Olhando para objetivos desafiadores a pessoa dá mais de si, concentra suas energias e esforços, agrega recursos e evita dispersão por estradas que trazem desgaste. Nesse sentido, sonhar, pensar grande é ótimo.

Porém, às vezes o que chamamos pensar grande nada mais é que uma ilusão. Fantasias de pessoas que querem ir muito além daquilo que têm a oferecer. Pessoas permanentemente descontentes com o aqui-agora, que gostariam de escapar para uma Passárgada (cidade de ficção poética inventada por Manuel Bandeira): Vou-me embora para Passárgada/Lá sou amigo do rei. Esses sonhos escapistas de alguns traduzem-se por outras frases: Ainda vou ter meu negócio próprio/No futuro quero ser trader/Meu objetivo é chegar na presidência antes dos 40.

Coloquemos a questão assim:

  • Não ter sonhos, não pensar grande pode indicar dois caminhos. Do lado negativo, a ausência de sonhos pode ser acomodação, desmotivação, tédio, depressão, paralisia causada pelo medo. Do lado saudável pode ser uma simpes postura zen de quem está bem aqui e agora, está por assim dizer “resolvido” e o que vier a mais é lucro.
  • Ter sonhos, pensar grande, igualmente traz dois caminhos. Do lado saudável pode ser a legítima ambição, motivação, impulso sensato de realização, entusiasmo para fazer. Em geral esse é o perfil de pessoas que vão muito longe e contribuem bastante para a melhoria das coisas, na empresa, na sociedade. Do lado negativo, pode ser a mera ilusão, fantasias sonhadoras e escapistas.
  • Sonho bom é sonho de gente que arregaça a manga e entra no trilho da realização dos sonhos. Faz alguma coisa, ainda que pouco, aqui e agora para ir dirigindo-se rumo aos grandes objetivos. O bom sonho está atrelado à ação e a uma visão realística da realidade.
  • Fantasia é sonhar, sonhar, sonhar, pensar grande e não fazer nada, adiar eternamente a ação realizadora.

No último caso, pensar grande é uma armadilha que mais cedo ou mais tarde pode trazer o sabor amargo da decepção.

José Antonio Rosa - @redator do INPG BLOG

“Até que ponto vale a pena ser sonhador” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa

Você é Lovecat?

Eu definitivamente sou. Tanto que fui chamada de lovecat pelo twigo* e colega de profissão, o Paulo Marquez, ou o @paulomarquez.

Foi Paulo quem me apresentou a obra “O Amor é a melhor Estratégia”, de Tim Sanders. E não, não se trata de uma obra romântica. Tim fala de pessoas com interesse genuíno em ajudar, ser útil, compartilhar informações e conhecimentos.

Sanders denomina a teoria lovecat, a estratégia que utiliza o conhecimento (que deve ser adquirido com a leitura de livros), a compaixão, (ou calor humano), e a rede de relacionamentos como armas principais para ser um profissional bem sucedido. Mas sabemos que o bom network se constrói com interesse real e manutenção. Afinal, não somos nomes e Leia mais

O que vale a pena aprender e o que não vale

Aprender é sempre bom e conhecimento não ocupa espaço, como se diz. Concorda? Pois isso não é uma boa regra para desenvolvimento pessoal. Nem sempre aprender é bom e conhecimento, sim, ocupa espaço. Aprender não é bom quando esse aprendizado vai atrapalhar seus planos, causar desnecessário esforço, resultar em frustração. Exemplo, o executivo que resolve aprender chinês, porque a China vai se tornar um grande parceiro comercial do Brasil no futuro. Após cinco anos de “ralação” lá está ele com o diploma de Chinês… e daí? Aí percebe que isso contou muito pouco ou não adiantou nada para seus planos de carreira. Por outro lado, a moça perde horas e horas de seu dia, anos e anos, aprendendo piano sem gostar disso, porque os pais queriam, e abandona o instrumento logo após terminar o conservatório. Valeu para quê?!

Aprender requer empenho de recursos e os recursos são sempre limitados. É preciso pensar bem sobre o que aprender. O ideal é focalizar aquilo: a) Que agrada; b) Que tem impacto positivo sobre a carreira; c) Que apresenta boa relação custo-benefício. Para descobrir o que vale a pena aprender é melhor refletir e pesquisar, fechando um pouco os ouvidos ao blá-blá-blá da moda e da opinião pública superficial.

José Antonio Rosa

“O que vale a pena aprender e o que não vale” faz parte de uma das 343 dicas do livro Você sabe Jogar Pongue? do autor José Antonio Rosa