Archive for the ‘ Comércio Exterior ’ Category

O dom de negociar

Começo este texto com um título que julgo ser zero em criatividade. Dando uma busca no Google tenho a certeza que haverá dezenas de textos iguais ou com algumas variáveis com “A arte de negociar”.

Não pretendo aqui expor as técnicas ou fórmulas mirabolantes que alguns especialistas disponibilizam e sim explorar um pouco as duas pontas de uma negociação.

Acredito que todos nós somos excelentes negociadores. O que fazemos desde pequenos se não negociar diversas situações de nossas vidas?

Quando crianças, negociamos com nossos pais aquele doce ou brinquedo que queremos e invariavelmente sempre ganhamos utilizando a grande arma: o choro e os temidos berros.

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Plano Brasil maior – ilegalidade da proibição de importação de bens usados cumulativamente com ex-tarifário

Como consequência do “Plano Brasil Maior”, e visando a preservação da indústria nacional, foi publicada em 10 de agosto de 2011 a Resolução Camex nº 55.

Com efeitos imediatos, a norma veda a nacionalização de bens usados com a redução temporária do imposto de importação conhecida como “ex-tarifário”, afirmando expressamente em seu texto que “a redução da alíquota do Imposto de Importação prevista no caput não será aplicável para bens usados”.

A intenção do Governo de preservar os fabricantes locais é louvável, se não fosse ilegal e impossível na prática. Vejamos:

Todo bem importado, ainda que usado, precisa se classificar na TEC na posição correta e, havendo destaque de “ex-tarifário”, nele deverá se enquadrar obrigatoriamente, sob pena de aplicação de multa por erro de classificação fiscal. Embora possa parecer estranho alguém ser multado por um enquadramento fiscal incorreto em que a tributação aduaneira é maior do que a do destaque tarifário, este tipo de autuação ocorre com frequência.

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Ainda que sem “ex-tarifários” publicados, também é possível desembaraçar os bens com redução do imposto de importação

Quase todos importadores de bens de capital (BK) e de informática e telecomunicação (BIT) buscam obter “ex-tarifários” para reduzir custos nas suas importações, com a redução temporária do imposto de importação desses bens quando não houver “produção nacional”.

Todos os pleitos passam pelo crivo das entidades de classe representantes dos fabricantes nacionais, com a palavra final do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

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Licenciamento prévio para importações não pode ser usado como ato de defesa comercial e deve ser atacado judicialmente

Neste mês de maio o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC tomou medidas que dificultaram a importação de veículos e de mais 17 produtos, através de mecanismo que exige licenciamento prévio ao embarque de bens estrangeiros.

Na prática esta exigência atrasará em até 60 dias as importações daqueles bens, isso se este prazo for respeitado pelo DECEX, órgão ministerial que analisa os pedidos de licenciamento e que carece de pessoal suficiente para atender a nova demanda.

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