Abordagem tradicional de ensino

A abordagem tradicional de ensino serve como quadro de referência para todas as demais abordagens. Segundo Snyders, é o ensino verdadeiro, pois conduz o aluno ao contato com os grandes feitos da humanidade.

Se dá grande ênfase aos modelos, em todos os campos do saber. Privilegia-se os especialistas, os modelos e o professor. Este como sendo elemento imprescindível na transmissão do saber.

Para o educador Paulo Freire, este ensino leva a “educação bancária”, na qual o aluno apenas memoriza.

O aluno é visto como homem acabado, pronto e o aluno é considerado um adulto em miniatura, que necessita ser atualizado.

O aluno é passivo, recebendo e armazenando conteúdos, como se fora um receptáculo.  O ensino está centrado no professor e voltado para o que é externo ao aluno Este executa tarefas prescritas e fixadas..

A aprendizagem sendo mecânica, leva a memorização, o que impede a reflexão e o produto acabado impede a criatividade.

As aulas são sempre expositivas, nas quais o professor é o agente e o aluno  é o ouvinte.

Todos os alunos recebem os mesmos tratamentos e seguem o mesmo rítmo de trabalho, independentemente de suas capacidades e interesses. Não há respeito às diferenças individuais e estilos de aprendizagem que diferem de indivíduo para indivíduo.

A disciplina está baseada no autoritarismo, em que impera a rigidez e o medo.

A avaliação é somente realizada pelo professor, tem como finalidade constatar com exatidão a quantidade de conteúdos que o aluno consegue reproduzir.

O diploma funciona como a consagração dos estudos. Sendo que as notas funcionam como atestados de aquisição de conhecimentos.

Nesta abordagem de ensino se dá prioridade à disciplina intelectual, na qual os conhecimentos são abstratos. Os programas são rígidos e minuciosos; os exames são seletivos; o método é o da recitação; os conteúdos são estáticos; a prática é transmitida de geração para geração.

O conhecimento provém do meio e a escola é considerada como local de apropriação do saber. A escola não  é estática e não é intocável, está sempre sujeita a transformações como as demais instituições sociais. A escola tem seu papel como um possível agente de mudança nesta nossa realidade que, sem dúvida, é essencialmente dinâmica.

Outros movimentos, outras abordagens começaram a surgir, sempre tomando como ponto de partida as lacunas que se percebeu no Ensino Tradicional.

Profa. Dra. Graziella B. Zóboli - coordenadora dos cursos de Piscopedagogia do INPG Business School

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